A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) começará a testar a vacina BCG, contra tuberculose, para verificar uma possível eficácia para a Covid-19. Os estudos ocorrerão no Rio de Janeiro e em Mato Grosso do Sul. A vacina é tradicionalmente aplicado em nos recém-nascidos desde 1977.

O estudo será realizado em parceria com a Murdoch Children’s Research Institute, uma entidade australiana ligada à pediatria. Também devem participar dos testes de fase 3 — os mais avançados — países como o Reino Unido, Espanha e a Austrália.  No Brasil serão 3 mil participantes, 2.mil em Mato Grosso do Sul e mil no Rio de Janeiro. Serão aceitos na testagem profissionais da saúde com mais de 18 anos.

Como o produto já é registrado no país não é necessário pedir autorização prévia à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) somente ao Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), que já deu aval para a pesquisa no país. As doses devem chegar ao país em outubro, trata-se de um lote produzido na Dinamarca, onde todos os participantes do estudo importarão o fármaco.

De acordo com o infectologista Julio Croda, especialista da Fiocruz que coordena o estudo no Brasil, dois relevantes estudos apontam que, no primeiro ano até os primeiros dezoito meses de aplicação, a vacina BCG produz uma consistente resposta imune no organismo contra diversos tipos de infecções virais”. Mas ele alerta que não é por causa disso que  as pessoas devem correr ao posto de saúde em busca desta vacina agora “Estamos fazendo esse estudo justamente para verificar se há algum tipo de eficácia contra a Covid-19”, alertou o especialista.

Fonte: Revista Veja