Pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), da Universidade Vila Velha (UVV) e da California Academy of Sciences descobriram novas espécies e ambientes marinhos durante as navegações na Cadeia Vitória-Trindade, no Espírito Santo. Organizada pela Associação Ambiental Voz da Natureza, com o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, a expedição registrou espécies como os budiões endêmicos Sparisoma rocha e Halichoeres rubrovirens, que não são encontrados em nenhum outro lugar no mundo.

As informações coletadas pelos pesquisadores contribuem com políticas públicas e privadas para a proteção de áreas naturais que abrigam importante diversidade de flora e fauna. Além disso, os diversos estudos contribuem diretamente para a criação e o ordenamento de Unidades de Conservação Marinhas que protegem o monte submarino Columbia, o arquipélago de Martin Vaz e parte da Ilha da Trindade. “Ainda temos um longo caminho pela frente, sobretudo em relação ao ordenamento e fiscalização das recém-criadas Unidades de Conservação Marinhas”, alerta o pesquisador Caio Pimentel, da UFES. “A colaboração e parceria com a Marinha do Brasil e o ICMBio são fundamentais para a continuidade das pesquisas, fiscalização e preservação destas ilhas tão longínquas”, afirma o pesquisador da UFES João Luiz Gasparini, pioneiro nas pesquisas com o uso de mergulho autônomo em Trindade.

Segundo o coordenador de Ciência e Conservação da Fundação Grupo Boticário, Robson Capretz, as pesquisas e o desenvolvimento de estratégias de conservação para áreas marinhas são de extrema importância para manter os ecossistemas em equilíbrio. “Esses ambientes abrigam muitas espécies de algas, esponjas, invertebrados e corais. Todos são importantes para haver um equilíbrio ecossistêmico. Com o turismo desordenado e a sobrepesca, as chances de reduzir populações e gerar um desequilíbrio ambiental e até econômico aumentam”, afirmou.