Uma mudança de postura finalmente começou a acontecer nos estádios de futebol. Neste domingo (25), o jogo entre Vasco e São Paulo pelo Campeonato Brasileiro foi interrompido pelo árbitro Anderson Daronco por conta de gritos homofóbicos vindos das arquibancadas do estádio São Januário, no Rio de Janeiro.

Em uma decisão inédita, o arbitro solicitou a Vanderlei Luxemburgo, técnico do Vasco, que pedisse que a torcida parasse com as ofensas ao time paulista. No mesmo momento, ele se virou para sua torcida e pediu uma mudança de postura imediata. O mesmo aconteceu com parte do elenco. Leandro Castán, dono da braçadeira de capitão, e Yago Pikachu agiram também para conter os torcedores vascaínos.

Na última segunda-feira, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) enviou um ofício aos árbitros e clubes, informando que manifestações homofóbicas nos estádios podem render punições aos clubes, sugerindo que os mesmos façam campanhas educativas junto aos torcedores e atletas. Todos os clubes receberam uma carta assinada pelo procurador-geral Felipe Bevilacqua, como um aviso.

O caso da partida entre Vasco e São Paulo foi registrado na súmula da partida e está em análise pelo STJD. Por conta do ocorrido, o time carioca pode perder três pontos caso seja considerado culpado.

Vale lembrar que Homofobia é crime e casos como esse podem ser enquadrados não só na Lei Antirracismo, mas também no código disciplinar desportivo, no artigo 234-G: “Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”. Ações para por fim a homofobia dentro e fora de campo merecem uma Salva de Palmas.

Crédito/foto: Divulgação Vasco