Com o objetivo de ajudar a manter vivo o berço da biodiversidade brasileira, a Cervejaria Colorado lança a Colorado Amazônica, uma cerveja de trigo, feita com babaçu, pacová e casca de limão. O diferencial da cerveja é que seu preço poderá flutuar de acordo com os índices de desmatamento da região: quando cair o índice do desmatamento, cai também o preço da cerveja. E quanto menor a floresta, mais cara será a lata de Colorado Amazônica.

Com esse lançamento, a cervejaria vai apoiar comunidades tradicionais da Amazônia – desde a escolha e compra dos ingredientes até a venda da cerveja. O novo rótulo terá 100% do valor arrecadado em sua venda doado para a Rede de Cantinas da Terra do Meio, formada por ribeirinhos, indígenas e agricultores familiares, que trabalham com profundo respeito e exercem um papel fundamental na conservação da área e manutenção da floresta em pé.

“Assumimos um compromisso com a conservação da biodiversidade e estamos ao lado daqueles que respeitam e ajudam a manter a Amazônia em pé. Por isso, nos cercamos de parceiros sérios que vivem e cuidam da floresta todos os dias e estamos muito felizes em fomentar essa conversa junto ao público”, explica Guilherme Poyares, gerente de marketing de Colorado.

Índice de Reajuste de Preços da Amazônia

Para esse projeto, o Engenheiro Florestal Tasso Azevedo, Coordenador do MapBiomas desenvolveu um Índice de Reajuste de Preços da Amazônia (IRPA) que tem como base a comparação da média do desmatamento semanal detectado nas últimas quatro semanas e o mesmo período do ano anterior. A cada semana o índice será calculado e indicará o reajuste a mais ou a menos que será aplicado ao preço da cerveja.

A implantação do projeto conta com a parceria da rede Origens Brasil®, iniciativa que promove negócios sustentáveis na Amazônia em áreas prioritárias de conservação, garantindo a origem, transparência, rastreabilidade e o comércio justo de produtos da região. “Acreditamos na força da atuação em rede, unindo empresas, organizações da sociedade civil, ribeirinhos, indígenas, extrativistas e consumidores em prol de um novo modelo de desenvolvimento para a Amazônia, que alia produção com conservação da floresta em pé”, conta Luiz Brasi Filho, coordenador de mercado da rede Origens Brasil.