Depois de sete meses de aulas, ministradas nas ruas de Olinda, 110 alunos, que participaram do Projeto Escola da Vida receberam seus certificado de conclusão. O programa, uma parceria entre a Prefeitura Municipal, a Universidade Federal Rural de Pernambuco e a organização social Centro de Prevenção às Dependências, ofereceu oficinas de letramento e raciocínio lógico, além de conteúdo de cidadania e cuidados com a saúde para pessoas que vivem ou trabalho nas ruas em situação de vulnerabilidade.

As oficinas aconteceram com o apoio de um carrinho doado pela prefeitura, que estacionava em um dos locais selecionados e se  transformava  em uma sala de aula. O carrinho era equipado com biblioteca, água, material didático, bancos e um gerador, para possibilitar as aulas noturnas. Foram 16 turmas que participaram do projeto. Cada uma delas teve 32 oficinas, divididas em quatro módulos, que aconteciam duas vezes por semana em sessões que duravam cerca de 1h30.

Os conteúdos trabalhados foram pensados respeitando o perfil das diferentes realidades encontradas. Para isso, a equipe – formada por pedagogas, psicólogos, advogada, sociólogos e assistentes sociais – percorreram as ruas do município, conhecendo a rotina e o perfil do público atendido. Foram escolhidos oito localidades e suas características viraram matéria prima para construção de cada encontro. Segundo declarou o prefeito da cidade, Lupércio Carlos do Nascimento, o objetivo é que o projeto, que é financiado pelo Ministério da Educação continue e atenda outras pessoas na mesma situação. .“Queremos dar seguimento, vamos conversar com o MEC. Estamos de portas abertas”.

No Brasil, 7% da população é de analfabetos, segundo dados da Pesquisa Nacional da Amostra Domiciliar Continuada (Pnad), divulgada em 2018. Em Pernambuco, são mais de um milhão de pessoas que não sabem ler e escrever. A maioria delas vive em situação de pobreza. Mais de 30% dos jovens pernambucanos estão fora das salas de aula. O projeto merece uma Salva de Palmas.