O Ministério da Saúde anunciou que vai liberar a partir de sexta-feira (27) 3,4 milhões de unidades do medicamento cloroquina, usado no tratamento da Malária, lúpus e artrite,  para que os médicos possam avaliar seu uso em pacientes graves do novo coronavírus.. Foi elaborado um protocolo, que prevê cinco dias de tratamento, sempre dentro do hospital e monitorado por um médico, em razão de seus efeitos colaterais.

Segundo reforçou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, “esse remédio só pode ser usado pelos médicos, se eles entenderem que é necessário. “O que o Ministério da Saúde está fazendo é deixar no arsenal, deixar à mão do profissional médico. Se ele entender que o paciente grave pode se beneficiar.”

O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Denizar Viana, destacou, mais uma vez, que o uso será restrito. Ele disse que, no caso dos pacientes graves, os benefícios podem superar os riscos. “Esse medicamento não é indicado para prevenção. Não é indicado para os sintomas leves”, disse Denizar.

Segundo o Ministério da Saúde, a cloroquina demonstrou ter ação contra o vírus em laboratório. Também há indicação de melhora nos pacientes graves. Por outro lado, o Ministério da Saúde ressaltou que ainda é preciso evidências clínicas mais robustas. “A única evidência mostra aparente redução da carga de vírus em secreções respiratórias”.

Apesar de ser usado para outras doenças, a cloroquina e sua variante hidroxicloroquina são drogas experimentais para o tratamento do covid-19. O medicamento apresentou resultados positivos em estudos preliminares feitos por pesquisadores da China e da França, quando usado junto com um antibiótico para combater infecção pulmonar. No entanto, ainda faltam evidências científicas e testes clínicos que comprovem a eficácia do remédio contra a doença causada pelo novo coronavírus.