A norte-americana Ishana Kumar, que tem 12 anos, criou um projeto que usa ilusão de ótica para entender o processo cognitivo. A pesquisa concorreu no Broadcom Masters, uma competição nacional de ciências para estudantes do ensino médio nos Estados Unidos. A menina enfrentou outros 29 finalistas e recebeu o grande prêmio da Fundação Samueli pelo estudo e por suas habilidades de liderança, colaboração e pensamento crítico — o lhe rendeu um prêmio de $ 25.000, o que equivale a aproximadamente R$ 140 mil.

O projeto foi intitulado “A Cor Está no Olho do Observador: O Papel da Fadiga da Retina em Cores Imaginárias de Fechner” e investiga se a fadiga retiniana altera a percepção de “cores imaginárias” — uma ilusão de cor mais comumente vista em um disco preto e branco giratório, chamado de disco de Benham. Para sua pesquisa, a menina fez as pessoas olharem para o disco de Benham e, em seguida, olharem para uma luz vermelha, azul ou verde. Em seguida, os participantes olharam de volta para o disco de Benham e determinaram se as cores imaginárias mudaram como resultado da fadiga retiniana, o fenômeno que ocorre quando alguém olha para uma área colorida iluminada por um tempo.

A pesquisa pode levar a uma melhor compreensão das doenças oculares, de nossas vias neurais, bem como da cor e do processamento cognitivo.

A competição deste ano foi a primeira a ser realizada virtualmente. Um total de 3.476 projetos foram apresentados de 42 estados e de Porto Rico; e 30 finalistas foram convidados para a rodada final. Maya Ajmera, presidente e CEO da Society for Science & the Public e Publisher of Science News, disse: “Parabéns a Ishana, por sua nova interpretação do papel da fadiga retinal em cores imaginárias e pela liderança que exibiu durante a equipe do Broadcom MASTERS desafios”