A goiana Paola Oliveira, que desejava ser mãe de uma criança especial desde adolescente, percorreu mais de mil quilômetros para adotar sua filhinha Agnes, de dois meses, que tem síndrome de Down. Em suas redes sociais, ela contou que essa sempre foi sua vontade e que, muitas vezes, quando dormia sonhava com uma menina com esta condição vestida de bailarina.

Quando se casou, o marido Adalberto ficou sabendo do seu desejo e um dia disse a ela para que começassem a procurar a filha bailarina. Foi aí que eles iniciaram o processo de adoção, que durou em torno de seis meses na fila de espera para encontrar uma garotinha com Síndrome de Down. Como  não havia essa criança do estado de Goiás, toda a família do casal se envolveu na busca. Eles começaram um mutirão na redes sociais por meio de posts que eram compartilhados diariamente para ajudar Paola a encontrar a filha, que apareceu depois de dois meses.

A menina tinha sido abandonada, não conseguia se alimentar  e  estava a esperava o casal do interior do estado de São Paulo. Por conta da pandemia as companhias aéreas não estavam emitindo passagem para o local, por isso, precisaram viajar de carro até p hospital onde a menina estava. “No local repetiram algumas vezes que não éramos obrigados a aceitar. Até parece que iríamos desistir depois de procurar tanto por ela”. E naquele mesmo dia a Justiça concedeu a guarda da pequena para eles.