O agente de viagens Everton Holanda deixou o município de Mossoró, na Região Oeste do Rio Grande do Norte, e pegou um avião para São Paulo para adotar Marvin, um cachorro que havia sido resgatado pela ONG “Cão sem Dono””, depois de atropelado por um veículo, que o tirou as duas patas traseiras.

Segundo o agente, ele viajou mais de 2500 km porque se sensibilizou com a situação do cãozinho, que estava à disposição para a adoção desde 2017, quando aconteceu o acidente.  Holanda foi e voltou no mesmo dia em um voo que pousou em Fortaleza. Dormiu uma noite na capital cearense e no outro dia de manhã já estava em casa, em Mossoró. “Eu realmente só fui buscá-lo. Fui e voltei no mesmo dia”.

Ele contou que ficou sabendo de Marvin por meio da página da ONG nas redes sociais. O agente passou a seguir diversas páginas sobre cães após o filho levar um filhote de pitbull há pouco mais de um ano para casa. “Eu comecei a pesquisar sobre a raça, que não é nada daquilo que falam. Fui adicionando páginas e me era sugerido páginas de ONGs. Até que eu cheguei a história de Marvin”, explicou.

A primeira imagem com a qual se deparou foi um vídeo do resgate do cachorro após o atropelamento. Depois, viu vários momentos da sua recuperação. Hoje, Marvin tem sete anos e leva uma vida adaptada. Ele toma um medicamento diário até o fim da vida e se move apenas com duas patas.

No atropelamento, Marvin teve o rompimento da coluna, o que atingiu também os nervos da bexiga. Assim, ele não tem controle sobre a urina. “Ele faz xixi a qualquer hora em qualquer momento. Mas é preciso que a bexiga seja estimulada. Como ele se arrasta, geralmente esse estímulo acontece nesse movimento. Se não, eu preciso massagear a barriga dele”, falou.

Fonte: G1