A Fundação Bill e Melinda Gates anunciou a doação de US$ 100 milhões, o equivalente a R$ 424 milhões para pesquisa e tratamento contra a epidemia de coronavírus. A iniciativa foi uma resposta a um pedido da Organização Mundial da Saúde (OMS) que afirmou precisar de US$ 675 milhões (R$ 2,86 bilhões) em contribuições globais para combater a propagação da doença, que já ultrapassou a 24 mil casos.

Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, existe uma janela de oportunidade para controlar a epidemia porque, já que até o momento, apenas 190 casos são confirmados fora da China.  A OMS pretende usar o montante solicitado para um plano de resposta de três meses. Cerca de US$ 60 milhões serão destinados ao financiamento de suas operações, enquanto o restante será direcionado a países com sistemas de saúde menos robustos e com risco de epidemia.

Mais da metade do valor doado pela Fundação Bill e Melinda Gates, US$ 60 bilhões (R$ 254 milhões) será destinado às pesquisas de vacinas contra o coronavírus, tratamentos e ferramentas de diagnóstico. Outros 20 milhões (R$ 84,8 milhões) vão para as autoridades de saúde pública de países da África Subsaariana e do Sudeste Asiático, regiões que foram afetadas por epidemias recentes, incluindo o ebola e a pandemia do H1N1. Dos US$ 100 milhões da fundação, US$ 20 milhões serão destinados a instituições como a OMS, os CDCs (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) e seu equivalente na China, bem como a Comissão Nacional de Saúde da China.

No Brasil, o Ministério da Saúde pretende investir cerca de R$ 140 milhões para compra de máscaras, toucas, luvas e outros insumos como medicamentos em caso de necessidade devido ao novo coronavírus. O objetivo é reforçar os estoques da rede de saúde e evitar um cenário de falta desses materiais no mercado, em um contexto em que cresce a busca por máscaras de proteção.

Fonte : Folhapress