Dois filhotes de mico-leão-preto, uma espécie ameaçada de extinção, nasceram na Fundação Zoológico de São Paulo em agosto. A espécie chegou a ser considerada extinta por mais de seis décadas.

Em 1970, ela foi avistada novamente por cientistas no Parque Estadual Morro do Diabo, no extremo oeste do estado de São Paulo, e teve início seu processo de preservação. Desde então o animal já foi reconhecido como patrimônio ambiental de SP e animal símbolo da conservação da fauna do estado.

Os micos nasceram em uma área interna e restrita do zoológico, conhecida como “Micário”. Este local é destinado à reprodução de três das quatro espécies de micos-leões existentes: mico-leão-preto, mico-leão-da-cara-dourada e mico-leão-dourado.

A reprodução em cativeiro é uma das estratégias usadas para garantir a conservação da espécie que, na natureza, foi vítima da crescente e desordenada ocupação humana e reduziu seu habitat a poucos fragmentos do território original.

O Zoológico de SP é uma das poucas instituições capazes de reproduzi-la em cativeiro. Segundo um censo realizado em 2019, a população da espécie em cativeiro é composta por apenas 61 indivíduos, “número muito reduzido para um programa de conservação em longo prazo”, de acordo com a fundação.

Fonte: G1