A doação do leite materno aumentou na cidade de São Paulo durante a pandemia do coronavírus. Só no Hospital Municipal Prof. Dr. Alípio Corrêa Netto, o Banco de Leite coletou entre janeiro e agosto de 2020 cerca de 821 litros de leite humano, o que representa uma média de 102 litros por mês, um crescimento de 24% se comparado com a média mensal de 2019 de 82 litros.

“A partir do mês de junho houve um aumento nas doações. Muitas mães começaram a trabalhar em casa devido a pandemia e isso possibilitou amamentarem mais seus bebês, o que estimulou ainda mais a produção de leite e permitiu aumentar a doação”, conta Dra. Telma Aparecida, médica responsável pelo Banco de Leite Humano no Hospital Municipal Prof. Dr. Alípio Coreia Netto.

Atualmente,  três maternidades conveniadas ao Programa Parto Seguro à Mãe Paulistana, gerido pelo CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”) em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, possuem Banco de Leite Humano em São Paulo.  O Banco de Leite funciona como um centro de apoio, proteção e promoção ao aleitamento materno, além de oferecer todo o suporte para a coleta, armazenamento, seleção, classificação, processamento, controle de qualidade, estocagem sob congelamento e distribuição sob prescrição do leite materno doado.

O leite coletado é destinado aos bebês prematuros ou doentes do hospital. Um litro de leite humano pasteurizado pode atender até 10 recém nascidos internados na Unidade Neonatal. Por isso, é essencial a manutenção das doações mesmo no contexto de pandemia. Para doar, a mãe precisa entrar em contato pelo telefone do hospital e realizar um cadastro, assim como coletar exames de sangue. Após aprovada, semanalmente é realizada uma coleta domiciliar.

Fonte: Pais&Filhos