O avanço do novo coronavírus nos países gerou uma escassez de máscaras de proteção no mundo todo. Por conta disso, uma cooperativa de moda sustentável, o Remexe Favelinha, que fica na Região Centro-Sul de Belo Horizonte (MG, está produzindo as máscaras feitas de algodão e não descartáveis.

Os produtos estão sendo doados para os profissionais de saúde e voluntários que estão distribuindo cestas básicas dentro da comunidade. A cooperativa também recebe encomendas e a renda é convertida ao projeto social.

Segundo Kdu dos Anjos, idealizador e líder do centro, “desde que entramos em quarentena, paramos com a produção. Mas, uma semana depois, soubemos de um chamamento publico na internet de pessoas que tivessem interesse em colaborar com profissionais de saúde da UPA Centro-sul com produção de jalecos”, conta. “As pessoas traziam material e nós confeccionávamos.” Em seguida, iniciaram a produção de máscaras.

”As máscaras são produzidas de acordo com as orientações do Ministério da Saúde. Nós tomamos todos os devidos cuidados”, garante Kdu. Apenas duas pessoas trabalham na costura do ateliê. “Tudo está sendo bem higienizado e esterilizado”, completou.

Vale destacar que as máscaras caseiras funcionam muito bem como barreira mecânica de gotículas. “Qualquer pessoa pode fazer sua máscara de pano e utilizar, que vai funcionar e vai estar ajudando o sistema de saúde”, disse o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (2).

Fonte: Estado de Minas