A capixaba Jaqueline Burgarelli, que mora há 15 anos em Ohio, nos EUA, e já tinha dois filhos biológicos, adotou mais cinco crianças Ela já era mãe de Andre,14, e Junior, 9, quando decidiu adotar, em 2017, os sobrinhos: Sarah, 15, João Paulo, 11, e Daniel, 9, que ficaram órfãos. Casada com o policial Jose James, que é norte-americano, a dona de casa acabou tendo uma nova surpresa. Jaqueline conheceu a avó de um casal de gêmeos, que tinha nascido prematuramente.

A mãe, que é norte-americana, tentou abortar os bebês em casa, mas eles acabaram sobrevivendo e a avó materna, que estava morando no Arizona (EUA), tinha a esperança que um casal norte-americano adotasse as crianças. Porém, o casal acabou desistindo da adoção após uma gravidez espontânea. Foi então que Jaqueline e James decidiram aumentar ainda mais família e adotaram os pequenos Alisson e Bradley,

Ela conta que foi duro e caro resolver tudo isso. A adoção dos sobrinhos aconteceu após a morte do irmão, que era usuário de drogas, e da mãe das crianças, que também era.  Como sua mãe, avó das crianças, não tinha condições de cuidar deles ela, então, resolveu adota-los.

“O processo custou US$ 80 mil, fora os custos com a minha viagem para o Brasil”. Em 2017 o processo terminou e Jaqueline conseguiu a adotar as crianças. A família se mudou para uma casa maior e com o tempo elas foram se adaptando, já que não falavam inglês.

Já a adoção dos gêmeos aconteceu depois que Jaqueline descobriu que um casal americano, da igreja que eles frequentavam, iria adotar dois bebês gêmeos recém-nascidos, que estavam com a avó porque a mãe tinha tentado abortá-los. Mas logo depois, ela descobriu que o casal tinha engravidado e não queria mais a adoção. “Eu ainda me lembro do dia que eles chegaram à Igreja. Bradley chorão e Alisson risonha! Eles nasceram prematuros, acho que com 28 semanas”.

Ela conta que as crianças nasceram no Arizona, ficaram meses na incubadora, mas felizmente sobreviveram.“Porém, como a avó materna das crianças tinha Alzheimer e o conselho tutelar veio para tirar as crianças dela”. Foi aí que Jaqueline e o marido decidiram ficar com os gêmeos no modelo de lar temporário. “Logo depois, nós descobrimos que a Alisson tinha microcefalia, fiquei bem assustada, mas isso não mudou em nada o amor que já sentíamos pelas crianças.”

“Decidimos adotá-los oficialmente! Ainda estamos em processo de adoção, mas eles já estão comigo há um ano. Neste processo, a família gastou mais US$ 25 mil.

Informações: Revista Crescer