Cerca de 150 artesãs da ONG Orientavida, do Vale do Paraíba (SP), estão produzindo máscaras de tecido durante a pandemia. Até agora, já foram vendidas mais de 100 mil unidades para diversas empresas. Só a Uber adquiriu 60 mil para distribuir para seus motoristas.

A atividade é uma fonte de renda para mulheres que viviam de atividades diretamente impactadas pela pandemia da Covid-19. Ela trabalhavam tanto de costureiras que atendiam pequenas fábricas da região quanto faziam trabalhos relacionados ao turismo religioso do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, que está temporariamente fechado.

Para a produção das máscaras, a ONG recruta mulheres da região e capacita uma a uma, ensinando técnicas de moldes, costura e higienização para que elas possam confeccionar os produtos diretamente de suas casas. O modelo de máscara de proteção foi desenvolvido pela própria ONG e atende às exigências de proteção e segurança, com certificado do Icepex. Cada artesã da Orientavida está obtendo uma renda média de R$ 1,6 mil por mês com a venda das máscaras. Até agora, o projeto já injetou cerca de R$ 200 mil na economia regional.

O produto podem ser adquiridas no site da ONG e são vendidas em kits que variam de 10 a 100 unidades de produto. Atualmente, a Orientavida tem capacidade para atender altas demandas, estampar logos ou personalizar grandes quantidades do produto.