A AfroSaúde, plataforma que busca dar visibilidade aos profissionais de saúde negros, lançou uma comunidade focada em oferecer capacitações, networking e diversas ferramentas de desenvolvimento pessoal e profissional para pessoas negras que atuam na área da Saúde. Os interessados em participar devem acessar o  site da comunidade.

Entre os temas que serão abordados nas capacitações estão Comunicação e Marketing em Saúde, Empreendedorismo, Gestão e Finanças, Saúde da População Negra, Black Money, Tendências e Inovação em Saúde, além de outros focados em desenvolvimento pessoal.

Já confirmaram presença nos eventos da comunidade a doutora em Patologia Humana e Experimental pela Universidade Federal da Bahia e uma das responsáveis pelo sequenciamento genético do novo coronavírus, Jaqueline Goes; Bruno Mascarenhas, cirurgião-dentista, Master Trainer em programação neolinguística (PNL), idealizador da página ‘Fala Dentista!’ e da plataforma Dentistas do Futuro; e Suellen Rodrigues, farmacêutica, com experiências em áreas regulatórias e estratégicas na Indústria Farmacêutica há 14 anos.

A ideia da plataforma surgiu em julho de 2019 por conta dos constantes processos de racismo pelo quais diferentes profissionais de saúde e pacientes negros passam. Nela, é possível encontrar plataforma perfis de médicos, psicólogos, dentistas e terapeutas negros. A presença de pessoas de cor preta ou parda na saúde ainda é pequena, o que faz com que seja difícil encontrá-los. “De um lado os profissionais precisavam de mais visibilidade e de outro os pacientes, em geral, negros, queriam atendimento mais humanizado. Era algo de oferta e demanda”, conta o sócio-fundador da empresa Arthur Lima, 28 anos.

De acordo com a pesquisa Demografia Médica no Brasil, feita em 2018 pela Faculdade de Medicina da USP, apenas 1,8% dos médicos recém-graduados no país declaram-se negros. Outros 16% se dizem pardos. A Bahia, apesar do marco alcançado pela primeira turma de medicina da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia em setembro – com 12 médicos negros formados, 41% do total da turma – ainda está levemente abaixo da média no Nordeste, que é de 46%.